Como eu já disse antes aqui no blog, eu já fui mãe solo. Criei minha filha sozinha desde quando me divorciei do pai dela e ela era apenas um bebê. Tive muito apoio dos meus pais, aos quais agradeço muito. Mas do pai dela não tive apoio algum.

É complicado falar sobre isso. Não vou ficar aqui explanando todas as atitudes irresponsáveis dele, esse não é o meu objetivo.

O que realmente eu quero é mostrar quão difícil e ao mesmo tempo valoroso é ser uma mãe solo.

É difícil porque não temos com quem dividir as tarefas e responsabilidades. É complicado quando você tem que sair correndo do seu trabalho porque seu filho está passando mal e você precisa levá-lo ao médico. Não tem outra pessoa, é só você. É difícil quando você tem que sair de madrugada sozinha para marcar uma consulta para seu filho no SUS. É doloroso, você passar a noite em claro com seu filho febril e o pai não tá nem aí. É triste quando você liga para o pai da seu filho e diz para ele comparecer à uma apresentação na escola e ele não vai, e aí você tem que explicar para a criança, o inexplicável, porque você sabe que ele simplesmente não quis ir.

Eu nunca afastei minha filha do pai. Ao contrário, sempre incentivei esse contato por achar bom para ela. Existe ex marido, ex mulher, mas nunca ex filho. Mas infelizmente, esse não era o pensamento dele.

Pois é, toda criança merece um pai presente. E ela perde muito quando isso não acontece. Mas ao mesmo tempo, quem perdeu muito mais foi esse pai que não participou dos momentos mais importantes do filho.

Participar da vida dos filhos é a maior bênção que uma pessoa pode ter.

A coisas mais importantes que tornaram minha vida valorosa, eu vivi!

No primeiro sorriso que ela me deu, nos primeiros passos, na primeira vez que falou mamãe, na primeira vez que me disse “eu te amo, mamãe”, quando foi pra escola, quando fez 15 anos e eu fiz uma festa pra ela, quando me contou que estava amando e quando casou. Enfim, várias situações, somos acima de tudo, grandes amigas, e ela sabe que pode confiar em mim e contar comigo sempre.

Só posso dizer que lamento pelos pais que perdem essa trajetória fantástica que é acompanhar o crescimento de seus filhos. Isso os torna apenas seres vazios de sentimentos.

Já as mães solo transbordam amor porque amam por dois.